Quando você decide abrir uma Distribuidora de cosméticos ou algum outro negócio próprio, uma dúvida muito comum é: Colocar um sócio ou não?

É muito normal acontecer o caso de um empreendedor buscar um sócio para poder dividir o investimento necessário para a abertura de um negócio, e ao mesmo tempo, é bem comum de sociedades terminarem por causa de conflitos e até mesmo problemas judiciais, isso quando não acabam de forma ainda mais trágica, com brigas sérias e problemas pessoais entre os envolvidos. Outras vezes, o negócio dá muito certo com sociedades duradouras, com sócios empreendedores trabalhando há décadas, partilhando não somente lucros, mas tambéms os momentos felizes de muitas conquistas profissionais !!

O importante é fugir das armadilhas que naturalmente são criadas pela empolgação de iniciar algo junto e que depois pode se tornar um grande pesadelo.

Saiba avaliar quando pode ser interessante abrir a sua Distribuidora com sócio.

1) Inserir um sócio com capital financeiro mas sem aptidão para o negócio:

Quando você inicia a sua Distribuidora, geralmente você vai querer trabalhar com um custo bem reduzido de operação, principalmente no início do seu empreendimento.
Tenha em mente que se o seu sócio não tiver aptidão ou comprometimento com o negócio, você deverá deixá-lo somente como um investidor, que não trabalhará no seu negócio, ele simplesmente será um acionista. Em contra partida, você deverá contratar colaboradores que realizem as funções que não são o seu forte.
Vamos imaginar a seguinte situação:

a) Você investe R$ 4 mil na Distribuidora e cuidará de toda a parte administrativa, contato com fornecedores, recebimentos, estratégias e o marketing da Distribuidora.

b) O Sócio Investidor investe mais R$ 5 mil mas não trabalhará na Distribuidora.

Como o seu sócio não complementa as suas aptidões, que no caso é o processo de vendas, você deverá contratar um vendedor para iniciar as suas atividades.

Agora suponha que o salário de um vendedor onere mensalmente R$ 2.500,00 para a sua Distribuidora.
Até que esse seu vendedor tenha uma carteira de clientes que banque o seu próprio salário com a receita das vendas e ainda dê lucro para a Distribuidora, pode ser
que leve alguns meses e esse investimento com o seu vendedor poderá ser bem maior do que o valor investido pelo seu sócio. Será que nesse caso valeu a pena ter um sócio investidor? Se pensar friamente, nesse caso só valeria a pena se o investidor entrasse praticamente com a totalidade do investimento, no caso R$ 9.000,00.

2) Um Sócio que complemente as suas funções que não são o seu forte

Essa é a sociedade ideal, onde os sócios se complementam um ao outro. Por exemplo, enquanto você consegue se dedicar ao financeiro, controle do fluxo de caixa e relacionamento com fornecedores, o seu sócio se dedica à publicidade, vendas, entregas e recebimentos. É preciso que os sócios, atuando juntos, consigam o atingir o equilíbrio da empresa.
Lembre-se: Uma empresa com diferentes perfis se adaptam melhor a diferentes mercados.

3) Uma pessoa da família como sócio por ser de confiança:
A prioridade sempre será ter pessoas de confiança ao seu lado, sendo da família ou não. Portanto, além de ser uma pessoa de confiança, o outro pré-requisito do seu sócio é a aptidão específica e o comprometimento. E melhor ainda se essa aptidão for em uma área que não é o seu forte !!! Sem essa aptidão necessária, o risco de fracasso do negócio será muito maior, pois cada sócio precisa desempenhar um papel dentro da empresa, entregar resultados efetivos e contribuir para o crescimento.

Conclusão:

É muito importante ter em mente que a sociedade não é uma divisão de poder e lucro, mas também de funções, responsabilidades e trabalho, bastante trabalho !

Os problemas com sócios geralmente estão relacionados às dificuldades de uma correta comunicação, aos desejos egoístas de cada sócio e às diferenças desproporcionais de condições financeiras, capacidades e objetivos.

Há muitos casos de empreendedores que só conseguem trabalhar sozinhos, mas por questões financeiras acabam buscando uma sociedade sustentável, só que de maneira totalmente fictícia. No fundo, aguardam o negócio atingir o sucesso para depois dar um jeito de tirar o sócio do “jogo”, comprando as suas cotas de participação. E por causa desse tipo de pensamento, ignoram os demais aspectos relevantes para o sucesso da sociedade, como por exemplo usufruir das habilidades e os reais objetivos da outra parte envolvida.
Uma empresa é um organismo com vida própria, e um empreendedor com esse objetivo poderá ser uma doença letal para a empresa.

A sociedade ideal será aquela em que os sócios são participativos, são complementares e antes de tudo, possuem metas, valores e interesses alinhados em prol da empresa, colocando-a acima dos seus desejos particulares.

Na sociedade ideal, os sócios possuem inteligência emocional e estão dispostos a permanecerem firmes e fortes mesmo durante os altos e baixos da empresa. E mesmo diante das adversidades, nunca perdem a confiança na competência profissional do outro.

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